• Estratégia Parlamentar

A rede social Clubhouse é para perfis políticos?

Atualizado: Fev 9


Personalidades como Elon Musk, Oprah Winfrey e o Rapper Drake já estão na plataforma

Saiba tudo o que você precisa sobre a rede social do momento e entenda porque ela ainda não é para a maioria dos perfis políticos brasileiros.


Mal nos recuperamos da novidade do TikTok e já surgiu uma nova "hype" que tomou conta dos burburinhos do marketing digital, se trata da nova rede social chamada Clubhouse.


A Clubhouse é uma rede social baseada na voz.

A Clubhouse é uma rede social de áudio, que foi fundada nos Estados Unidos em 2020, mas só agora tem ganhado visibilidade, por conta de grandes personalidades como Oprah, Elon Musk e o Rapper Drake anunciarem que estão por lá.


Como funciona a Clubhouse?


Auto intitulada como rede de networking, a Clubhouse funciona baseada em salas de bate papo e arquivos de áudios. Basicamente, existem "salas" com temas diferentes que você pode participar por áudio ou entrar como ouvinte.


Outro ponto importante é que atualmente, para entrar você precisa de duas coisas: Um convite e ter um Iphone, uma vez que essa rede social só funciona em plataforma IOS.





Vale a pena um político estar por lá?


Ainda é muito cedo para dizer se a rede social é apenas moda ou se veio para ficar no Brasil, no entanto, vale a pena acompanhar sua ascensão, para saber o quanto de aderência essa rede terá em nosso país.


O que percebo hoje, é que a adesão de perfis políticos na plataforma não seguirá o frisson do momento, isso devido as seguintes peculiaridades:


1. É uma rede social de áudio, logo precisa de tempo para estar, interagir e produzir conteúdos na Clubhouse.


2. É uma rede que depende de convite para entrar, o que significa que ela ainda não é popularizada o suficiente para ter uma audiência significativa que faça reverberar sua mensagem política. Se quiser estar por lá, leve mais como sondagem e aprendizado do que como estratégia para a sua comunicação política.


3. É necessário ter Iphone para entrar na Clubhouse e segundo uma pesquisa realizada pela Statcounter em 2020, apenas 13,6% do mercado brasileiro possui esse tipo de smartphone.


4. A autonomia é fator primordial para estar na plataforma, coisa que nem sempre é possível devido a dificuldades que muitos políticos ainda enfrentam em lidar com a tecnologia.


5. A agenda de um político, nem sempre comporta a produção de conteúdo de maneira constante, justamente por isso, políticos dependem muito que sua comunicação política seja feita também por uma equipe. Como a Clubhouse é uma rede social de áudio, a

produção feita por terceiros fica impossibilitada.


Esses são apenas alguns dos contras que dificultam a entrada em massa de perfis políticos neste primeiro momento.


Outro ponto que tem sido levantado é a efemeridade da plataforma. Como é uma rede que não armazena histórico de áudios, pode ser um campo profícuo para a disseminação de discurso de ódio e fake news.


Vale lembrar que o Twitter está trabalhando em ferramenta semelhante chamada Spaces.

Como social media político, vale a pena acompanhar?


A função de um social media político também é acompanhar tendências que acontecem no mundo digital, logo acompanhar o crescimento dessa plataforma é algo que deve ser colocado em seu radar. Vale lembrar que o Twitter também está desenvolvendo ferramenta semelhante, chamada Spaces e que hoje está disponível para teste para um grupo pequeno de pessoas.


Você não precisa necessariamente estar na Clubhouse (apesar de que estar ajuda a compreender por meio da própria experiência), acompanhar notícias ou ficar de olho no blog Social Media Político para saber o que vai acontecer com a Clubhouse daqui pra frente te ajudará a entender o futuro dessa rede social.